quinta-feira, 15 de julho de 2010

Ele é pop


Vik Muniz na sala de sua casa-ateliê, no Brooklyn, em Nova York, ao lado da obra em que reproduziu uma foto sua com brinquedos de plástico e fotografou. Fonte. site Revista Época


Ele é paulistano, nasceu em 1961, e desde 1983 vive e trabalha em Nova York. Na certidão consta Vicente José de Oliveira Muniz, mas foi como Vik Muniz que ganhou as grandes galerias de arte e museus.

Suas obras já percorreram a Europa, Japão e as Américas do Norte e Central, além da America Latina. No Brasil já pode ser visto no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro e São Paulo; ainda em sua cidade natal expôs no Centro Cultural Banco do Brasil, Pinacoteca do Estado, e mais recentemente, em 2009, no Museu de Arte de São Paulo (MASP) com a exposição “Vik” que trouxe 131 fotografias e revisitou sua trajetória.

Formado em Artes Plásticas pela Universidade Álvares Penteado – FAAP, em São Paulo, Vik Muniz se dedicou à escultura em seu início de carreira. Ao fotografar suas obras reinventou seu trabalho e descobriu um resultado artístico que ia além das esculturas em si. A partir daí resolveu mesclar outras linguagens, como a pintura, a colagem e o desenho, em sua obra.

Muniz imprimiu definitivamente sua marca com o uso de materiais pouco convencionais. Entre outros, recriou Mona Lisa, obra de Leonardo da Vinci, com geléia e pasta de amendoim, e usou diversos tipos de açúcares na série Sugar Children (Crianças de açúcar) para retratar crianças, filhos de trabalhadores dos canaviais do Caribe. Diamantes, poeira, comida e lixo são algumas de suas matérias primas.

Além das clássicas exposições em galerias e museus, Vik Muniz amplifica seu talento e sua obra em diferentes plataformas. Na edição de 75 anos da revista americana Esquire, produziu um retrato do primeiro ministro russo, Vladimir Putin, à base de caviar.

No Brasil assina as telas de abertura da novela Passione, exibida atualmente pela TV Globo; a obra foi toda confeccionada com lixo.

Também protagonizou um documentário sobre sua relação com os catadores de lixo do aterro Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro. O filme, sob o titulo de “Lixo extraordinário” foi dirigido por Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley e abrirá a oitava edição do festival de cinema que o Museu de Arte Moderna de Nova York dedicará ao Brasil, a partir do dia 15 de julho.

Recentemente, o reconhecimento ao seu trabalho lhe rendeu um convite do Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova Iorque para ser curador da mostra Artist’s Choice (Escolha do Artista) aberta no final de 2008. Vik Muniz é ainda o único brasileiro vivo a figurar no livro 501 Great Artists: A Comprehensive Guide to the Giants of the Art World, da Barron´s (ao lado do carioca Hélio Oiticica, falecido em 1980).

Apesar das constantes criticas a seu trabalho - muitos dizem que o que Vik faz não é fotografia - Vik Muniz se tornou um artista pop. Sua obra é compreensível ao leigo e bem recebida pelos olhares mais bem treinados.




















Double Mona Lisa (Peanut Butter and Jelly, After Warhol)", 1999. Fonte. Divulgação/ Factoria Comunicação


























Fotografia da série "Sugar children" 1996 de Vik Muniz.Fonte. Divulgação/ Factoria Comunicação



























Pictures of Chocolate: Action Photo (After Hans Namuth), 1997. Fonte. Divulgação/ Factoria Comunicação



























Trabalhos Monádicos (Monadic Works) Series: Soldado de Brinquedo (Toy Soldier), 2003. Fonte. Divulgação/ Factoria Comunicação

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Um nova sessão

Decidi inaugurar uma nova sessão aqui no meu bloguinho. Dessa vez quero falar sobre fotografia. Pesquisarei sobre um artista e sua obra e tentarei expor aqui um pouco do que descobrir (ou tudo). Vai ser um diário de pesquisa, com fotos e textos, e algumas impressões sobre mostras que visitarei por aí...

O primeiro nome já está definido, e sigo agora a pesquisa e a leitura sobre Vik Muniz.


segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ainda sobre Tvs

Essa coisa de jogar televisores pelas janelas no começo pareceu divertido, mas na hora H... Mesmo sabendo que a rua estava interditada, dava frio na barriga só de pensar em uma carcaça desmontando em cima de algum desavisado ligeiro que furasse o cerco da produção. Ah, produção que trabalho vocês tiveram com esse filme, hein?

Algumas fotos para ilustrar a pescaria de Tvs.













































Voa TVzinha, voa...

Mais dois trabalhinhos saindo do forno. Por ordem cronológica de gravação, seguem aí os vídeos da CTBC TV. Na sequência posto o Ala, sabão em pó.

Foram dois dias de filmagens, em seis locações diferentes que variaram entre casas e apartamentos; vilas fechadas e vias publicas; com e sem emoção. Claro que a emoção ficou por conta dos arremessos das TVs e antenas.

No vídeo, espectadores insatisfeitos com a programação de TV resolvem jogar seus televisores pelas janelas. A produção comprou diversas carcaças que foram, literalmente, arremessadas pelo elenco.

E falando em arremesso... Lá estou eu, na primeira cena do vídeo, lançando mão de minha antena... Além de segunda assistente, compareci também no elenco.


Abaixo seguem os vídeos.



Ficha técnica CTBC
Conspiração Filmes
Diretor: Claudio Cinelli
Diretora executiva: Cristina Lopes
Coordenação de produção: Leticia Mancen
Produção: Alberto Khoury
1ª Assistente de Direção: Janie Paula
2ª Assistente de Direção: Andréia do Nascimento
Produção Figurino: Domingos
Diretor de Fotografia: Christian Lessage
Coordenação de Pós-Produção: Adriana Basbaum e Marcelo Barros
Finalizador: Melissa Flores
Editor: Claudio Santos
Supervisor de Efeitos: Cláudio Peralta
Artista de Composição: Fabiano Waewell, Ronaldo Pucci, Thiago Pires e Cláudio Peralta
Motion Designer: Atomovfx / Valerycka Rizzo e Fabio Mayumi
Atendimento: Luciana Mattar/ Erica de Seta

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Bronzeado de set
















Para que você garanta o seu "bronzeado set" é necessário não portar nenhum dos adereços citados a seguir em uma filmagem. Mas lembre-se: válido somente para gravações externas.

1. boné e óculos escuros (jamais!)

2. protetor solar (pra que?!)

3. guarda-sol (isso a equipe de produção sempre leva, mas você pode dispensar.)

Para um melhor resultado você deve optar pelo seguinte figurino: regata - preferencialmente aquela cujo corte o sutiã não acompanha, dessa forma temos mais uma marquinha; calça de tecido leve (opção 1) ou bermuda (opção 2). Lembre-se que a opção 1 renderá um pequeno bronzeado na parte de cima dos pés, como botinhas; já a opção 2 garante um bronzeado uniforme das coxas até os pés.

Taí, você está pronta pra curtir o verão!

Fabio Sleiman e o novo Crossfox

O filme desse trabalho já está na net. Pena que não dá pra baixar pra colocar aqui, mas segue o link pra quem quiser ver: Novo Crossfox. É só clicar em "conheça o novo Crossfox", no canto direito da página.

















Taís, figurinista, dando um jeitinho na camiseta do Sleiman.
















Corrimão, Parque Villa Lobos, SP, e aquipe se preparando.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Programa do estudante, rádio CNB

Na última (e única) limpeza do computador antigo, redescobri esse arquivo. Durante a graduação em Jornalismo ficava alucinada - no bom e no mal sentido - com a produção dos programas de rádio e de TV. Era uma loucura produzir os programas, em meio as outras disciplinas que também exigiam tempo, pesquisa, etc. De verdade, acho que foi na faculdade que descobri meu gosto pela produção.
Aos meus amigos de graduação, segue uma pequena recordação.


Apresentação: André Rigue. Produção: Andréia do Nascimento, Cinthia Ferraz e Sheila Belmiro.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Ilha das Flores

Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta encara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.
Fonte.
Porta Curtas



Ficha Técnica
Produção Mônica Schmiedt, Giba Assis Brasil, Nôra Gulart Fotografia Roberto Henkin, Sérgio Amon Roteiro Jorge Furtado Edição Giba Assis Brasil Direção de Arte Fiapo Barth Trilha original Geraldo Flach Narração Paulo José

Bar do Cidão, por Max Eluard

Fotos: Matheus Rocha













Bar do Cidão

Por muito tempo ele foi coordenador do DocTv, há mais tempo ainda é um dos diretores da Associação Cultural Gafieiras. Desde que eu o conheço é marido da (querida) Manoela Ziggiatti e amigo de Ricardo Tacioli, outro diretor do Gafieiras e meu marido. Graças a esse querido casal (Max e Manô) consegui meu primeiro trabalho com produção audiovisual.

Algum tempo depois, já com alguns trabalhos na carteira, tive o prazer de trabalhar com o Max Eluard em sua estréia como diretor no documentário autoral sobre o Bar do Cidão.

Foram oito noites seguidas (pelo menos pra mim) que, da portaria, acompanhei o registro digital da rotina do Bar sob o olhar do Max.

Da equipe eu já conhecia o Rune Tavares, produtor executivo do curta-metragem São Paulo Railway e um dos sócios da produtora Acere, e o Gustavo Fioravante, microfonista. O fotógrafo, Ivo Lopes Araújo, um cearense bom papo e profundamente inquieto, eu não conhecia.

Desse trabalho, seguem alguns registros (roubados do Facebook do Max) para ilustrar mais essa experiência em produção.















O Cidão














Sem autorização não entra!













Ivo Lopes, fotógrafo.














Max Eluard e Ivo Lopes, diretor e fotógrafo.

Menino bom!

Matéria com um dos atores do filme, publicado no Jornal de Jundiaí logo após o término das filmagens.
Esse garoto vai longe...

Jornal de Jundiaí
(leia a matéria na íntegra)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Vício de produção

Só pode ser vício. Andar o dia todo com uma fita crepe acoplada ao braço, só pode ser vício. Também podemos chamar de neurose de produção: "Se acontecer alguma coisa, eu tenho uma fita crepe!".
Fico pensando em tantos outros casos em que a crepe não me ajudaria em nada. Mas ela esteve lá, firme e forte, presa ao braço pra não escapar, e de fácil acesso para eu não me enrolar, vide fotos do post "Ô vida corrida, sô!.
Ainda bem que não sou a única!

Estação da Luz, trens, Paranapiacaba


















microfonando os atores. estação de trem de Jundiaí-SP.






















equipe de som ajustando o equipamento para mais uma viagem de trem.

















em Paranapiacaba, terceiro dia de filmagem. à espera de sol.

















cinema é assim... com ou sem sol.

Ô vida corrida, sô!

O ano virou, outros trabalhos já surgiram e o diário de produção do "São Paulo Railway" não saiu. Pra resolver o problema (de consciência) fica registrada de forma iconográfica nossos dias de filmagem.
Fotos: Isabel Muller















equipe (da esquerda para direita): Juliana Fernandes (cenografia), Demétrius (elétrica), Fernando (ass. câmera), Gugu (microfonista), Alice (2º assistente de direção), Eduardo e Pedro (atores-mirins), Daniel Sigolo (diretor de produção), Rômulo (ator-mirim), Alessandra (ass. produção); Lucas (produção local Jundiaí); Caetano (motorista), Rune Tavares (produtor executivo), Léo Costa (técnico de som), Fabio Meira (1º assistente de direção), Ira (motorista), Maillin Milanés (fotógrafa), Andréia do Nascimento (ass. produção), Marcelo Muller (diretor) e figurante, mãe de Eduardo no filme e de Marcelo Muller na vida real.















último dia, última cena. vila periférica da cidade de Jundiaí-SP.















último dia de filmagem. Jundiaí, depósito de carros alegóricos e trens abandonados. De cima.















último dia de filmagem. Jundiaí, depósito de carros alegóricos e trens abandonados. De lado.





















último dia de filmagem. Jundiaí, depósito de carros alegóricos e trens abandonados. Outro ângulo.















último dia de filmagem. Jundiaí, depósito de carros alegóricos e trens abandonados. Outro ângulo, outro trem.